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Campo Harmônico

By Pscodium · 8/16/2026 · 9 views

🎵 Campo Harmônico

1. O que é campo harmônico?

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O campo harmônico é o conjunto de acordes que são formados utilizando somente as notas de uma determinada escala.

Por exemplo, vamos usar a escala de C maior:

C – D – E – F – G – A – B

Podemos construir um acorde começando em cada uma dessas notas.

C → acorde de C
D → acorde de D
E → acorde de E
F → acorde de F
G → acorde de G
A → acorde de A
B → acorde de B

Esses acordes juntos formam o:

Campo harmônico de C maior


2. Como construir os acordes?

Para construir um acorde dentro do campo harmônico, usamos a regra de:

pular uma nota da escala e pegar a próxima.

Começamos com C:

C – D – E – F – G – A – B

Começando em C, pegamos:

C → E → G

Temos:

C maior

Agora começamos em D:

D → F → A

Temos:

D menor

Continuando:

E → G → B

E menor

F → A → C

F maior

G → B → D

G maior

A → C → E

A menor

B → D → F

B diminuto


3. Campo harmônico maior

Todo campo harmônico maior segue exatamente o mesmo padrão de tipos de acordes:

I     II     III    IV     V     VI     VII

M     m      m      M      M      m      dim

Ou:

I      = maior
II     = menor
III    = menor
IV     = maior
V      = maior
VI     = menor
VII    = diminuto

Podemos decorar como:

M – m – m – M – M – m – dim


4. Campo harmônico de C maior

A escala:

C – D – E – F – G – A – B

Construindo os acordes:

GrauNotaAcordeFunção
ICC maiorTônica
IIDD menorSubdominante
IIIEE menorTônica
IVFF maiorSubdominante
VGG maiorDominante
VIAA menorTônica
VIIBB diminutoDominante

Portanto:

C maior
│
├── I    C
├── II   Dm
├── III  Em
├── IV   F
├── V    G
├── VI   Am
└── VII  B°

5. Por que alguns acordes são maiores e outros menores?

Isso acontece por causa das distâncias entre as notas.

Um acorde maior possui:

Tônica → 3ª maior → 5ª justa

Em semitons:

0 → 4 → 7

Um acorde menor:

0 → 3 → 7

Um acorde diminuto:

0 → 3 → 6

6. Exemplo: C maior

As notas:

C – E – G

Entre C e E existem 4 semitons:

C → C♯ → D → D♯ → E

E entre C e G existem 7:

C → G = 7 semitons

Portanto:

C – E – G

é um acorde:

C maior


7. Exemplo: D menor

As notas:

D – F – A

D até F:

D → D♯ → E → F

São 3 semitons.

D até A:

D → A = 7 semitons

Portanto:

D – F – A

é:

D menor


8. Por que B é diminuto?

O acorde construído sobre B é:

B – D – F

B até D:

3 semitons

B até F:

6 semitons

Portanto:

B – D – F

possui:

0 – 3 – 6

Logo:

B diminuto (B°)


9. Os graus do campo harmônico

É muito importante entender que os acordes são identificados por graus.

No campo harmônico de C:

I     → C
II    → Dm
III   → Em
IV    → F
V     → G
VI    → Am
VII   → B°

Os números são chamados de:

graus da escala

Eles são escritos normalmente em algarismos romanos.


10. Por que usar números romanos?

Porque podemos transportar o mesmo padrão para qualquer tonalidade.

Por exemplo:

C maior:

I   II   III   IV   V   VI   VII
C   Dm   Em    F    G   Am   B°

Agora G maior.

A escala é:

G – A – B – C – D – E – F♯

Aplicamos exatamente o mesmo padrão:

I   II   III   IV   V   VI   VII
G   Am   Bm    C    D   Em   F♯°

Perceba:

O padrão não mudou.

Continuamos tendo:

M – m – m – M – M – m – dim

11. Campo harmônico de G maior

Escala:

G – A – B – C – D – E – F♯

Campo harmônico:

GrauAcorde
IG
IIAm
IIIBm
IVC
VD
VIEm
VIIF♯°

Portanto:

G
Am
Bm
C
D
Em
F♯°

12. Como montar qualquer campo harmônico maior

Você pode fazer isso em três passos.

Passo 1 — Descubra a escala

Exemplo:

A maior

Usando o ciclo das quintas:

A – B – C♯ – D – E – F♯ – G♯ – A

Passo 2 — Comece um acorde em cada grau

A – C♯ – E
B – D – F♯
C♯ – E – G♯
D – F♯ – A
E – G♯ – B
F♯ – A – C♯
G♯ – B – D

Passo 3 — Identifique cada acorde

Resultado:

I    A
II   Bm
III  C♯m
IV   D
V    E
VI   F♯m
VII  G♯°

Campo harmônico de A maior:

A – Bm – C♯m – D – E – F♯m – G♯°


13. Campo harmônico menor

Agora vem uma parte um pouco mais complicada.

Assim como existe campo harmônico maior, podemos construir um:

campo harmônico menor

Porém, precisamos definir qual escala menor estamos usando.

Existem:

  • menor natural
  • menor harmônica
  • menor melódica

Isso muda os acordes.


14. Campo harmônico da menor natural

A escala menor natural segue:

T – ST – T – T – ST – T – T

Por exemplo, A menor:

A – B – C – D – E – F – G

Construindo os acordes:

A – C – E
B – D – F
C – E – G
D – F – A
E – G – B
F – A – C
G – B – D

Resultado:

GrauAcorde
iAm
ii°B°
IIIC
ivDm
vEm
VIF
VIIG

O padrão é:

m – dim – M – m – m – M – M

15. Comparando maior e menor natural

Campo harmônico maior

I     ii    iii   IV    V     vi    vii°
M     m     m     M     M     m     dim

Campo harmônico menor natural

i     ii°   III   iv    v     VI    VII
m     dim   M     m     m     M     M

Essa diferença é muito importante.


16. Por que existe a menor harmônica?

Aqui aparece uma das ideias mais importantes da harmonia.

Na menor natural, o acorde do V grau é menor.

Em A menor:

V = Em

Porém, na música tonal, existe uma forte tendência de o V grau querer voltar para a tônica.

Para aumentar essa sensação, elevamos o 7º grau.

A menor natural:

A – B – C – D – E – F – G

Menor harmônica:

A – B – C – D – E – F – G♯

Agora podemos construir:

E – G♯ – B

Esse acorde é:

E maior

Agora temos:

V = E maior

A progressão:

E → Am

possui uma sensação muito forte de resolução.


17. Campo harmônico da menor harmônica

Para A menor harmônica:

A – B – C – D – E – F – G♯

Os acordes são:

GrauAcorde
iAm
ii°B°
III+C+
ivDm
VE
VIF
vii°G♯°

O padrão é:

m – dim – aumentado – m – M – M – dim

18. O acorde dominante

O V grau é especialmente importante.

Em C maior:

V = G

Em G maior:

V = D

Em A menor natural:

V = Em

Mas na menor harmônica:

V = E

Isso acontece porque elevamos o 7º grau:

G → G♯

Assim:

E – G♯ – B

vira um acorde maior.


19. Funções harmônicas

Os acordes do campo harmônico não têm todos a mesma função.

Existem três funções principais:

🎯 Tônica

Sensação de:

repouso / casa / estabilidade

Principal acorde:

I

🚀 Dominante

Sensação de:

tensão / vontade de resolver

Principal acorde:

V

🌉 Subdominante

Sensação de:

movimento / preparação

Principal acorde:

IV

20. Exemplo de uma progressão

Em C maior:

C → F → G → C

Em graus:

I → IV → V → I

Podemos interpretar:

C
↓
repouso

F
↓
movimento

G
↓
tensão

C
↓
resolução

É uma das progressões mais importantes da música tonal.


21. A progressão I–V–vi–IV

Uma progressão extremamente comum é:

I – V – vi – IV

Em C maior:

C – G – Am – F

Porque:

I  = C
V  = G
vi = Am
IV = F

A vantagem de pensar em graus é que podemos transportar a progressão para qualquer tonalidade.

Em G maior:

G – D – Em – C

Mesma estrutura:

I – V – vi – IV

22. Campo harmônico e ciclo das quintas

Agora podemos conectar os dois assuntos.

O ciclo das quintas ajuda a descobrir:

as notas da escala

O campo harmônico usa essas notas para descobrir:

os acordes disponíveis na tonalidade

Por exemplo:

Ciclo das quintas
       ↓
C maior não possui alterações
       ↓
Escala:
C D E F G A B
       ↓
Construímos acordes
       ↓
Campo harmônico:
C Dm Em F G Am B°

🧠 Resumo

Campo harmônico maior

Sempre segue:

I    ii   iii   IV   V    vi   vii°
M    m    m     M    M    m    dim

Ou:

Maior – menor – menor – maior – maior – menor – diminuto


Campo harmônico menor natural

Sempre segue:

i    ii°   III   iv   v    VI   VII
m    dim   M     m    m    M    M

Menor harmônica

Aumentamos o:

7º grau

Isso transforma o V grau de menor para maior.

Exemplo:

A menor:

A B C D E F G

A menor harmônica:

A B C D E F G♯

Então:

V = E

em vez de:

V = Em

🎯 A ideia principal

Escala = conjunto de notas.

Campo harmônico = acordes construídos usando as notas dessa escala.

Ciclo das quintas = ferramenta para descobrir as alterações da escala.

E o processo completo fica:

TONALIDADE
    ↓
ESCALA
    ↓
NOTAS DA ESCALA
    ↓
CONSTRUÇÃO DOS ACORDES
    ↓
CAMPO HARMÔNICO
    ↓
FUNÇÕES HARMÔNICAS
    ↓
PROGRESSÕES DE ACORDES

Por exemplo:

E maior
   ↓
E F♯ G♯ A B C♯ D♯
   ↓
E – F♯ – G♯ – A – B – C♯ – D♯
   ↓
E   F♯m   G♯m   A   B   C♯m   D♯°
   ↓
I    ii    iii   IV  V    vi    vii°

Assim você consegue sair de uma tonalidade e chegar até todos os acordes que naturalmente pertencem a ela, sem precisar decorar cada campo harmônico individualmente.


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